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Como usar as redes sociais na educação

Para falar de redes sociais na educação, precisamos contar a nossa historia e ver como elas se intersecaram no nosso caminho e no caminho das escolas que adotaram o Sílabe.

No final das férias de julho, várias escolas se reuniram para realizar o planejamento dos próximos bimestres, e o Sílabe fez questão de fazer parte deste momento.

Fomos até algumas delas para falar sobre Ensino Híbrido e oferecer apoio para os professores que estão começando a usar metodologias ativas em suas aulas.

Peguei carona com o pessoal que foi pro Colégio Objetivo, em Boituva, e aproveitei pra falar um pouco sobre como redes sociais na educação podem ser usadas no ambiente escolar.


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Antes de pensar nas redes sociais na educação, é importante refletir em torno do seu papel no nosso cotidiano.

Escrevemos posts e distribuímos curtidas com tanta frequência pelos mais variados motivos, dentre eles dar e receber notícias, debater, conhecer gente nova e, principalmente, nos comunicarmos com quem está longe.

E desse processo tão rotineiro e natural pra maioria das pessoas, dá pra gente extrair algo bastante implícito: nossa identidade.

Já conhece nossa página no Facebook?

E como as redes sociais na educação entram nisso?

Professores que têm contato com seus alunos pelas redes sociais passam a ter acesso a muitas informações que esses alunos compartilham.

Analisar isso tudo com cautela pode fazer com que o professor passe a conhecer melhor cada um de seus alunos, entendendo até mesmo o motivo de suas dificuldades ou do seu comportamento em sala de aula.

Um aluno muito fechado e quieto na escola pode se mostrar um indivíduo que desabafa sobre seus problemas familiares no Facebook.

Vendo por esse lado, o professor pode passar a compreender melhor o contexto do aluno e estimular discussões extra-curriculares, o que pode fazer com que ele se sinta mais confortável para interagir com seus colegas.

Uma professora do Colégio Estadual Brigadeiro Schoert, do Rio de Janeiro, reparou que um de seus alunos compartilhava piadas e vídeos preconceituosos na internet.

A partir disso, organizou um debate levantando e problematizando os temas abordados pelas piadas, criando um senso de conscientização na turma.

Contudo, é importante lembrar que isso deve ser feito de forma sutil, pois o aluno nunca pode ser exposto dentro da sala de aula.

É muito importante que o professor se lembre de que tudo o que ele faz nas redes sociais também é exposto. Deste modo, é essencial tomar cuidado com o que será postado.

Referências a bebidas alcoólicas, opiniões políticas e religiosas e assuntos polêmicos podem ganhar outra interpretação para os alunos quando partem de um professor, e, enquanto formador de opinião, é importante que ele se atente a isso.

Isso não significa que ele precisa deixar sua vida pessoal nas redes sociais de lado: existem jeitos de lidar com ela sem que isso chegue nos alunos.

Uma das alternativas para isso é a criação de dois perfis: um para a escola e outro para sua vida privada.

Reservando o contato com alunos apenas para o perfil profissional, ele ganha liberdade em seu perfil pessoal. Porém, muitas pessoas não gostam ou não se acostumam com o fato de ter que gerenciar duas contas numa mesma rede social, e dependendo da rede, isso nem é permitido.

Por isso, uma outra alternativa para lidar com esse desafio é a criação de listas de restrição: listas pessoais nas quais é possível agrupar todos os alunos, por exemplo, sem que eles saibam.

Desta forma, na hora de criar ou compartilhar algum conteúdo, é possível configurar sua visualização para que ele não seja mostrado para determinada lista, permitindo que o professor lide com assuntos pessoais e profissionais no mesmo perfil, sem que haja exposição de material irrestrito para os alunos.

O Observatório Jovem da Universidade Federal Fluminense trabalhou nos anos de 2012 e 2013 em uma pesquisa sobre o uso de redes sociais na educação que resultou no documentário “Uma escola entre redes sociais”, filmado com alunos e professores do Colégio Estadual Brigadeiro Schoert.

Nele, professores e alunos expõem pontos de vistas diferentes sobre o uso das redes sociais no ambiente escolar:

No documentário, temos acesso ao ponto de vista de diversos professores sobre o que deu certo e o que deixou a desejar quando eles experimentaram usar as redes sociais na educação para resolver problemas que eles tinham em sala de aula.

É interessante observar os depoimentos dos alunos, que deixam evidente que quando eles se aproximam dos professores, eles deixam se preocupar apenas o conteúdo pedagógico, mas aprendem também a ser pessoas melhores.