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O Lúdico na Educação Infantil: como aprender brincando?

Momento de estudar e o momento de brincar

“Cada coisa tem a sua hora. Existe o momento de brincar e agora é a hora de estudar”.

Por vezes nos encontramos repetindo a frase acima e esquecemos de refletir sobre o que ela pode significar para um aluno.

Distinguir o momento de brincar e o momento de estudar pode fazer com que o aluno associe estudar a uma atividade desprazerosa, criando consequências ruins, inclusive para seu aprendizado.

Ao mesmo tempo, aprender brincando não é uma atividade fácil. As crianças perdem a concentração, a situação pode não sair como o planejado, entre outras questões. 

Trabalhar o lúdico é desafiante, mas proporciona condições adequadas para o desenvolvimento físico, motor, emocional, cognitivo e social de seus alunos. 

A Prática de hoje vai te mostrar como você pode unir o estudar com o brincar e tornar suas aulas lúdicas!

A criança e o brincar

Crianças pequenas experimentam suas vontades, desejos através de sua imaginação em ação (Minestrina e Beyer, 2006). Nesse sentido, ao brincar, as crianças desenvolvem um lado de pensamento e imaginação, ao mesmo tempo que desenvolvem e incorporam cultura (ao interagir com outras crianças).

  • Do ponto de vista filosófico, brincar é um mecanismo de contrapor a racionalidade. Através da imaginação, a criança realiza desejos impossíveis de se concretizarem naquele momento;
  • Do psicológico, o brincar está presente no desenvolvimento da criança modificando seu comportamento;
  • Do sociológico, o brincar exerce papel importante na inserção das crianças na sociedade, porque é por meio dela que as crianças assimilam crenças, costumes, regras, hábitos do meio em que vive;
  • Por fim, do ponto de vista pedagógico, o brincar se revela uma estratégia para a criança aprender desenvolvendo suas habilidades (FALCÃO E RAMOS, 2002). 

O brincar, o lúdico, se torna cada vez mais importante na construção do conhecimento, porque ao mesmo tempo em que o aluno aprende coisas importantes para sua vida, ele está realizando uma atividade prazerosa (FALCÃO E RAMOS, 2002).

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O papel do professor da educação infantil

Segundo Severino (2012), os professores de escola infantil precisam manter um comportamento ético em seu trabalho. É de sua responsabilidade que as crianças não sejam expostas ao ridículo ou que passem por situações constrangedoras.

O educador tem como papel ser um facilitador, sendo as crianças responsáveis pela criação e desenvolvimento das brincadeiras. Sempre que possível, o educador deve participar das brincadeiras e aproveitar para criar questionamentos e reflexões sobre o que está acontecendo.

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O lúdico na educação infantil

Vygotsky (1984) atribui grande importância ao brincar para a construção do pensamento infantil. É brincando ou jogando, que a criança não só desenvolve habilidades cognitivas, mas também visuais, auditivas, motoras, etc.

Ao brincar, a criança reproduz o que outras pessoas dizem e interioriza, ajudando-a na construção de seu próprio pensamento. A linguagem, segundo Vygotsky (1984), colabora com o desenvolvimento cognitivo da criança à medida que facilita suas experiências, tanto na organização de pensamentos, quanto na comunicação exteriorização do que ela quer expressar.

Como já foi apresentado na prática de mapas conceituais, na aprendizagem significativa, de David Ausubel, os novos conhecimentos se apoiam nos conhecimentos antigos para ganhar significado, ao mesmo tempo que os ressignificam

E é no brincar que está um dos maiores espaços para a formação dessas redes neurais de conhecimento. 

As interações que o brincar e o jogar favorecem, se conduzido de maneira correta pelo educador, influenciam também no desenvolvimento de habilidades socioemocionais, fazendo-os entender noções de solidariedade, empatia e compartilhamento.

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Guia Prático de como aprender brincando!

Para brincar com seus alunos em sala de aula, é preciso antes escolher o material que será utilizado. Para isso, é importante pesquisar a história, ou brincadeira que será feita durante a aula.

Quando estou planejando minha aula, geralmente busco por termos como “historinhas de animais”, ou “brincadeiras para educação infantil” no Google e também acesso o YouTube para me inspirar.

Escolhida a história, ou brincadeira é hora de aplicar! 

Para isso, explique para seus alunos o que será feito e qual o objetivo da atividade para então botar a mão na massa.

Para conseguir a atenção dos alunos, eu geralmente canto uma música junto com eles, assim todos focam na história que será contada.

Uma coisa que sempre me ajuda também, é criar um ambiente mais imersivo com os alunos, então trago fantasias, brinquedos, que me ajudem a contar as histórias. Um exemplo, quando vou brincar de médico, trago materiais para que eles possam brincar também.

Conecte as brincadeiras com aprendizados concretos

Por fim, é importante conectar as brincadeiras, atividades, com aprendizados concretos, para que as crianças criem associações da história com realidade que ela vive. Então, quando trabalho algo de humanas, por exemplo, sempre trago alguma palavra nova para os alunos aprenderem, trabalho valores e interpretação da história. É importante abrir, nesse momento, um ambiente de fala para que os alunos contem suas histórias e deixem eles criarem suas próprias associações, às vezes até dentro de suas próprias fantasias.

Para trabalhar um pouco de raciocínio lógico, conecto a história ou a brincadeira que fiz com contação, então, contar quantas patas o animal tem, quais e quantas são suas cores, quantos olhos.

E também em histórias que envolvem animais, trabalho um pouco de noções de biologia, dependendo, às vezes até trago o animal em sala de aula, se for por exemplo uma tartaruga, assim os alunos conseguem analisar seu corpo, se tem caso, ou não, do que se alimenta, seu habitat, como ele anda, se é devagar ou rápido.

Comentários da professora

É sempre bom lembrar que, por serem crianças menores, não dá para dedicar muito tempo a uma atividade só, é preciso sempre ser algo dinâmico para não perder a atenção dos alunos e não deixá-los irritados.

Professores que põe em Prática!

A Prática Educacional de hoje foi inteiramente produzida pela professora Catarina Peres Lemos.

Catarina é pedagoga de formação e trabalha na educação infantil, no Colégio Objetivo de Araguari – MG.  Há 4 anos ministra aulas do infantil I fase I (crianças de 2 anos de idade) e atualmente faz pós em psicopedagogia clínica e Educação Especial.

Referências

Práticas EducacionaisPowered by Rock Convert