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Laboratório Rotacional: o que é e como funciona?

O Laboratório Rotacional é uma metodologia ativa de ensino que fica embaixo do guarda-chuva do Ensino Híbrido. Ele consiste em dividir os alunos em apenas dois espaços de trabalho, sendo um deles online. 

Parecido com os laboratórios de ciências

Já falamos sobre Sala de Aula Invertida, Rotação Individual, as professoras Leandra Vale e Valéria Alves falaram sobre Rotação por estações e pra completar a série sobre Ensino híbrido, falaremos sobre Laboratório Rotacional!

Lembra dos laboratórios de ciências? Então, o conceito é parecido, a ideia é trabalhar um mesmo conteúdo de diferentes formas, para estimular os diferentes estilos de aprendizagem (assim como rege todo o ensino híbrido).

Mas antes de entendermos como colocar em prática, vamos falar um pouco sobre o que está por trás desta metodologia!


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Teoria por trás do Laboratório Rotacional

De acordo com Heather Staker and Michael B. Horn (2012), o Laboratório Rotacional é um modelo de rotação em que dentro de um dado curso ou assunto (por exemplo, matemática), os alunos alternam em um horário fixo, ou a critério do professor, entre os locais dentro da escola.

Pelo menos um desses espaços é um laboratório de aprendizado para aprendizado predominantemente on-line, enquanto as outras salas trabalham outras modalidades de aprendizagem.

O modelo de laboratório rotacional é diferente do modelo de rotação por estações, porque os alunos rotacionam entre diferentes salas de aula, ao invés de ficarem em uma sala de aula com diferentes estações de aprendizagem.

Neste artigo, eles inclusive citam um exemplo que ilustra bem esta situação:

“Na Rocketship Education, os alunos saem de suas salas de aula para um laboratório de aprendizado durante duas horas por dia para aprofundar sua instrução em matemática e leitura por meio do aprendizado on-line”.

O termo Laboratório Rotacional (Lab Rotation) pertence a um guarda-chuva maior em educação, o Ensino Híbrido, ou também conhecido como blended learning (b-learning).

Para Luísa Miranda (2005) ensino híbrido “é uma combinação dos recursos e dos métodos usados face a face e online, com a qual se procura tirar partido das vantagens de qualquer um dos dois sistemas de aprendizagem”.

Como funciona o Laboratório Rotacional na Prática

Entendida a teoria, vamos à prática! A ideia do laboratório rotacional em si é bem simples. Ela consiste em criar dois ambientes de aprendizagem, divididos entre online e offline. As propostas e o que será trabalhado em sala fica por conta da sua criatividade.

#1 passo – Estruturando os conteúdos

Para o espaço online, é sempre válido buscar o que já existe na internet. Plataformas como Khan Academy e o YouTube são verdadeiros pólos de bons vídeos educativos, que costumeiramente são rápidos, dinâmicos e, principalmente, curtos. Inclusive já fizemos um post no blog do Sílabe falando sobre os 5 melhores canais educacionais no YouTube.

Além de usar vídeos, é possível estimular as diferentes formas de aprendizado conectando outras fontes de conteúdo, como imagens, textos, slides, atividades online e até jogos!

Para o ambiente offline, você determina o que será desenvolvido, mas é válido priorizar a sala de aula e as interações que nela podem surgir. Como por exemplo, debates, Fishbowls (falamos sobre na #4 PE), monitorias (falamos sobre na #9 PE), trabalhos em grupo, etc.

#2 passo – Estruturando a aula

Pensado o que será trabalhado em cada ambiente, só fica faltando acertar os últimos detalhes.

O primeiro deles é o tempo de permanência dos alunos em cada um desses espaços. Assim como no modelo de rotação por estações, o tempo deve ser fixo e determinado por você. Lembrando que, após passado este tempo, os alunos devem alternar entre os dois espaços: quem estava no laboratório de informática se dirige para o outro espaço escolhido pelo professor e vice-versa.

o Segundo é que os dois momentos devem ser independentes, caso contrário os alunos podem sentir dificuldades em iniciar um deles.

Para isso, dependendo da faixa etária que você trabalha, a ajuda de um estagiário, ou de um colega de trabalho é desejável, principalmente pensando no controle destes ambientes.

Veja um vídeo de exemplo:

Considerações finais

Essa atividade é desafiadora pois demanda um bom planejamento prévio, envolvendo a análise dos estilos de aprendizagem dos alunos e a escolha das atividades e recursos. Mas ao mesmo tempo vale a pena, porque conforme o tempo passa o envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem aumenta.

Nas primeiras vezes, é comum que os alunos fiquem inquietos, curiosos para o próximo passo e às vezes não se concentrem direito nas atividades. Mas não se preocupe, comunique que o nome laboratório não é a toa, que você e eles estão testando esta nova experiência e de fato encare este processo como um experimento, que terão acertos e erros a serem melhorados.

Com o passar do tempo é normal você acertar mais na mão, aumentando o engajamento e consequentemente o aprendizado dos alunos.


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Esse texto faz parte de um projeto aqui no Sílabe chamado Práticas Educacionais. Produzido pelo time do Sílabe e pelos professores da rede, as Práticas levam para o WhatsApp de professores de todo Brasil dicas práticas de atividades e metodologias para serem usadas dentro da sala de aula.


Referências

Luísa Miranda (2005). Educação online: interação e estilos de aprendizagem de alunos do ensino superior numa plataforma web.

Heather Staker and Michael B. Horn (2012). Classifying K–12 Blended Learning.

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