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Educação Inclusiva: o que é?

A educação inclusiva é um tema bastante discutido nos ambientes educacionais.

Diferente da educação especial, a educação inclusiva é uma modalidade de ensino em que o processo educativo é considerado um processo social em que as pessoas com deficiência ou não, tem o direito de escolarização.

Diariamente ouvimos que as crianças com Necessidades Especiais (NE) devem estar na escola regular, que é um direito delas, entre outros comentários favoráveis ou não.

De fato é um direito delas, mas as crianças com NE são beneficiadas ao estarem “inclusas” de direito?

Direito a inclusão é inclusão?

Estar incluso de direito não significa estar incluído de fato.

A inclusão de fato envolve muito mais do que estar na escola, envolve fatores, entre eles o conhecimento sobre as NE e Necessidades Educacionais Especiais (NEE) da escola e dos professores, e o que vemos não é isso.

A escola não estava preparada para a educação inclusiva como ela foi colocada, como está nos livros e nas leis.

Por muito tempo a escola esteve mais preocupada em cumprir a lei com medo da “punição” do que como ela iria fazer isso, passou-se muito tempo “errando” na tentativa de “acertar”.

Aceitar alunos com NE é dever da escola, assim como realizar as adaptações necessárias para se fazer valer o direito à educação.

Mas é importante ressaltar que a educação inclusiva não é responsabilidade apenas do professor, o processo de ensino dessas crianças também é composto por uma rede de apoio que deve colaborar para a educação inclusiva aconteça.

Essa rede é composta pela família, profissionais da saúde e escola (que não é só o professor).

Fomos preparados para incluir?

De fato não, o que isso mostra é que para a educação inclusiva ser uma inclusão de fato precisa estar embasada em evidências científicas, pois a adaptação de conteúdo/currículo ainda é o grande problema e desafio do professor/escola, que muitas vezes infantiliza as atividades por não saber como trabalhar a especificidade de seu aluno.

Todo mundo fala de teorias, mas ninguém ensina o que fazer na prática.

Diante dessa realidade foram surgindo demandas que tomaram grandes proporções, o governo do estado de São Paulo, por exemplo, decretou neste ano a lei 16.925/2019 onde determina que “é dever das instituições de ensino capacitar seu corpo docente e equipe de apoio para integrar o aluno com deficiência as atividades”.

A responsabilidade de capacitar os professores é da escola e cabe a escola procurar ajuda de profissionais capacitados em práticas cientificamente comprovadas.

O auxílio vindo de pessoas capacitadas proporcionará o desenvolvimento de potenciais não consolidados nos alunos, que é o objetivo da educação inclusiva.

Mas e aí, como a escola vai cumprir o que está na lei?

O primeiro passo é estar disposta a incluir de fato e não apenas de direito, é colocar o aluno e o professor como prioridades, é oferecer capacitação de qualidade aos professores para que eles estejam preparados para colocar a educação inclusiva na prática, de fato, fazendo ela acontecer.

Para ler depois: Educação inclusiva, como incluir alunos com autismo?

Afinal, inclusão não se faz sozinho!