Pressione enter para ver os resultados ou esc para cancelar.

Dos Podcasts à Sala de Aula Invertida

Conheça Jorgelina Tallei, a professora de espanhol que utiliza a metodologia de Sala de Aula Invertida em suas aulas na universidade

A inovação na educação é algo que pode ser construído e buscado, esse é o exemplo da Sala de Aula Invertida. No início de 2010, a professora Jorgelina Tallei dava aulas de espanhol para o ensino médio. Como a disciplina possuia uma carga horária semanal pequena, ela decidiu complementar o estudo dos alunos com alguns “drops de áudio” com o contéudo teórico. “Era o que chamamos hoje de podcasts. Os alunos podiam baixar e ouvir em casa para complementar o que eu falava nas poucas horas semanais que tínhamos contato. Vi que era efetivo”.

Pouco tempo depois, um de seus alunos do mestrado viu o potencial do uso desse recurso e sugeriu a criação de um podcast colaborativo na turma. Funcionava assim: o programa era separado em temas, como um programa de rádio. Havia a previsão do tempo, esportes e até mesmo notícias de famosos. Os alunos pesquisavam o tema em casa, Jorgelina corrigia em sala e eles gravavam o podcast ali mesmo. A iniciativa chamou a atenção da FAPEMIG, que investiu, inclusive, em uma cabine de rádio própria para a gravação de material em áudio. Essa iniciativa deu bons frutos: o Ministério da Educação, Cultura e Esportes da Espanha premiou a professora pela iniciativa!

Percebendo o potencial da tecnologia digital a favor da educação, Jorgelina passou a trabalhar com parte do ensino sendo realizado à distância. Na universidade onde lecionava, a professora conta que houve inversão de papeis. “Eu era professora e de repente me via como atriz. Gravávamos vídeos para os alunos, e, além do conteúdo, eu tinha que me preocupar com fatores como o que ia falar, iluminação do ambiente de gravação, câmeras e aparências. Aprendi muito e minha vontade de agregar tecnologia ao meu trabalho foi só aumentando.”

Do trabalho com EAD, Jorgelina foi dar aulas na UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana). Durante o curso de espanhol, um de seus alunos sugeriu a gravação de vídeos por parte de alunos que já dominavam o idioma em favor de ajudar os que estavam ainda no começo do curso. Esse método se mostrou eficiente e a professora passou a adotar o modelo inovador que, mais tarde, descobriu se tratar de Sala de Aula Invertida.

A Sala de Aula Invertida é a modalidade de ensino ao qual os estudantes se preparam para a realização das atividades num momento prévio a sua realização. Essa preparação pode acontecer por meio de recursos digitais e online, assim como Jorgelina fez ao gravar vídeos para que os alunos os assistissem antes das aulas. Durante as aulas, os conceitos são aplicados e depois os próprios estudantes podem checar seus conhecimentos, verificar pontos que precisam ser fortalecidos e aprimorar sua aprendizagem. A Sala de Aula Invertida está sob o guarda-chuva do Ensino Híbrido, um modelo no qual o aluno aprende parte por meio do ensino online e parte por meio de acompanhamento em uma localidade física (escola, por exemplo).

Jorgelina aproveitou a carga horária de 8 horas por semana e pôs novamente a modalidade do ensino híbrido em prática. A professora gravava os vídeos e os postava no YouTube, ao passo que os alunos acessavam, pesquisavam o conteúdo na própria internet e já iam preparados para a aula seguinte, na qual aconteciam discussões e debates. E eles gostaram: “os alunos são colocados no centro do processo. Percebem que eu gravo vídeos para eles e isso os empolga e os motiva para que eles façam os exercícios e participem das discussões. Tenho consciência que meu papel em sala de aula é de motivar e contagiar os alunos”, disse.

Veja como a Prof.ª Leandra usou Sala de Aula Invertida, Mapas Conceituais e Fishbowl para ter resultados incríveis na sua aula!

Os resultados que Jorgelina tem conseguido são mais uma mostra de que a tecnologia digital e a educação podem se relacionar de maneira construtiva, contribuindo para a educação de todos!

Jorgelina tornou-se adepta e disseminadora da metodologia de Sala de Aula Invertida. Nesta matéria do PORVIR, ela falou um pouco mais de sua experiência e da definição dessa arquitetura pedagógica. Além disso, o MEC fez um programa para a TV Escola sobre seu trabalho. Clica aqui pra ver!

Tem experiências similares ou quer falar com a gente? Deixe um comentário!