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5 Dicas para otimizar o planejamento escolar para o ano letivo

Definições de equipes de trabalho, avaliações constantes e feedback dos profissionais ajudam a tornar o planejamento escolar mais eficiente e econômico.

Em todo começo de ano escolar, uma das tarefas mais importantes da equipe de professores e coordenadores é organizar quais programas serão implementados nos próximos meses. Tais programas nada mais são que ideias e estratégias diferenciadas, pensadas para aprimorar o processo de ensino e de aprendizagem. Em tese, uma vez implementados, toda a escola poderá aproveitar seus benefícios: os alunos aprenderão mais, os professores ficarão mais satisfeitos, os pais terão sempre um sorriso no rosto…

Mas basta o ano caminhar para os primeiros problemas surgirem. Logo se percebe que muitas das ideias implementadas no início do período letivo não estão trazendo resultados bons. Começa a haver divergências sobre a eficiência de certos programas. Será que vale a pena insistir na estratégia ‘x’ de ensino, ou será que ela realmente é ineficaz?

Nessas horas, vale lembrar que parte essencial de programas aplicados por uma escola é a avaliação constante dos resultados obtidos por eles. Essa avaliação reúne o feedback de diversos profissionais que entraram em contato com o programa educacional e busca decidir o seu futuro.

planejamento escolar

Reuniões frequentes entre a equipe escolar são necessárias a fim de examinar em detalhes os programas implementados. Entretanto, apenas a menção da ideia de uma reunião para discutir “avaliação de programas” já faz com que muitos queiram ir embora mais cedo para casa.

Pensando nisso, elaboramos cinco ideias para facilitar tanto a avaliação como a implementação de programas escolares. É importante lembrar que uma boa avaliação pode ser a melhor maneira de evitar gastos desnecessários de dinheiro, tempo e trabalho. Assim, o que pode ser feito para que não apenas programas escolares, mas também suas avaliações, se tornem mais eficientes?

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1. DEFINA OS TERMOS PARA FACILITAR O ACOMPANHAMENTO

O primeiro passo é definir cada um dos termos que será usado no planejamento escolar. Essa estruturação semântica ajudará a organizar trabalho e recursos de maneira mais eficiente para cada um dos “esforços” implementados. Nesse texto, iremos definir “esforço” como um termo genérico para se referir a qualquer programa, estratégia ou prática adotado pela escola, conforme explicado a seguir.

O que é e para que serve um programa?

Um programa pode ser definido como um compromisso de longo prazo, que requer grande dedicação e é baseado em um conjunto de recursos específicos que delineiam uma série de atividades. Bons programas são baseados em evidências, ou seja, antes de adotar um programa é recomendado fazer uma pesquisa prévia e analisar se há indícios que corroboram a necessidade de adotá-lo. Além disso, programas também devem incluir ferramentas de avaliação, como, por exemplo, questionários. Um exemplo disso é a criação de um programa anti-bullying em toda a escola, conscientizando os alunos e os professores das consequências psicológicas de tais atitudes, e avaliando com frequência em quais pontos o programa acerta e em quais há necessidade de aprimoramento.

O que é e para que serve uma estratégia?

Já uma estratégia pode se referir a qualquer atividade bem planejada, de médio prazo, que tem como objetivo resolver um problema pontual. Estratégias também são baseadas em evidências, porém possuem um aspecto mais prático e de curto prazo do que os programas. Um exemplo de estratégia é planejar com professores, alunos e funcionários maneiras de reduzir o consumo de água da escola.

O que é e para que serve uma prática?

Uma prática pode ser definida como uma atividade informal, que requer menor esforço, é voltada para um objetivo específico e é consistente com as estratégias de ensino da escola. Exemplos incluem a adoção de práticas de disposição de lixo reciclável e a prática de pedir que os alunos ajudem a organizar as cadeiras em semicírculo em determinadas aulas.

2. LISTE OS ESFORÇOS, MONTE EQUIPES E FAÇA UMA ANÁLISE CRÍTICA

O próximo passo é listar todos os esforços atuais da sua escola e fazer uma análise crítica de cada um deles.

Antes da análise, porém, defina uma equipe para ser responsável por cada um dos programas, estratégias e práticas. O diretor fará parte de quais equipes? E o vice-diretor, o coordenador, os professores? Isso também facilitará a organização das atividades no futuro, como veremos adiante.

Uma vez definidas as equipes, pode-se partir para a análise. As escolas, geralmente, focam seus esforços em problemas acadêmicos. Entretanto, é fundamental lembrar também dos problemas sociais. Da mesma forma, esforços tendem a se concentrar na melhoria do ensino da escola como um todo, mas é importante não esquecer de esforços que buscam aprimoramentos na aprendizagem de alunos específicos que estão com dificuldades.

Para fazer a avaliação dos esforços, algumas questões importantes são:

  • Quando o esforço começou?
  • Quanto cada esforço demanda em termos de tempo, pessoas e dinheiro?
  • Qual é o objetivo de cada esforço?
  • Há esforços que possuem objetivos em comum e podem ser realizados em conjunto?

Ao final desse passo, após analisar os objetivos de todos os esforços empregados atualmente na escola, é importante refletir sobre problemas que ainda não possuem nenhum esforço dirigido para resolvê-los. Dessa forma, a coordenação será capaz de criar um novo esforço para resolver uma situação antes não abordada.

3. AVALIE TODOS OS ESFORÇOS DO PLANEJAMENTO ESCOLAR

Há diferentes formas de se avaliar um esforço, e a melhor maneira depende muito do nível de energia demandada por cada um – para avaliar um esforço de longo prazo, que demanda muita energia, será necessária uma avaliação que também seja de longo prazo e que tenha um maior nível de sofisticação.

Por exemplo, se o esforço é um programa de prevenção de bullying, a avalição deverá ser feita a longo prazo, com aplicação periódica de questionários a todos os estudantes. Afinal, são eles o “público-alvo” destes programas, e apenas com a opinião sincera destes participantes é que uma avaliação realista poderá ser criada.

Esforços que compartilham objetivos em comum podem ser avaliados de maneira semelhante. Inclusive, em alguns casos, com os mesmos questionários.

É importante lembrar também de verificar a situação de um problema antes de aplicar os esforços para tentar resolvê-lo – dessa forma, poderá ser feito um acompanhamento da evolução do esforço e de sua eficácia. Por exemplo, estudar os índices de bullying antes de iniciar o programa para melhorar esse problema, e verificar ao longo do ano se os índices estão diminuindo ou não. Muitas vezes, o mau planejamento de um esforço pode resultar no acirramento de problemas que antes eram pequenos e meramente pontuais.

4. AJA EM RELAÇÃO AOS ESFORÇOS QUE NÃO ESTÃO DANDO UM BOM RETORNO

Depois de fazer uma lista de todos os esforços da sua escola e avaliá-los um por um, será possível identificar alguns esforços que não estão dando um bom retorno – seja por que demandam muito tempo, muitas pessoas, muito dinheiro ou porque não apresentaram os resultados esperados.

O próximo passo é cortar esses esforços, ou tomar alguma providência para aprimorá-los. Na hora de realizar esta difícil escolha, é essencial o feedback de todos os profissionais envolvidos. É por esse motivo que é importante definir previamente quais profissionais acompanharão quais programas mais de perto. A partir deste “senso de pertencimento”, será mais fácil reuni-los todos juntos para discutir abertamente os desafios empregados no esforço.

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5. FINALIZE O SEU PLANO DE AVALIAÇÃO

Depois de completar os passos acima, é necessário, ainda, finalizar o plano de avaliação dos esforços escolares ao longo do ano. Para fazer isso, é importante pensar nos seguintes pontos:

  • Planeje as avaliações dos esforços com bastante antecedência. Se possível, sempre faça avaliações prévias (para estabelecer uma base de comparação) e avaliações espaçadas ao longo do ano, para acompanhar a evolução dos trabalhos.
  • Faça avaliações em diferentes níveis – individual, grupos pequenos, classes inteiras e escola inteira. Esforços voltados para grupos pequenos ou classes não exigem avaliações na escola inteira e elas podem ser feitas mais frequentemente por demandar menos energia. Já esforços realizados na escola como um todo geralmente requerem avalições uma ou duas vezes por ano, fornecendo dados estatisticamente poderosos para determinar a eficácia dos trabalhos.
  • Não se esqueça de fazer avaliações com diferentes grupos envolvidos com as atividades de ensino na escola – estudantes, professores, pais, funcionários etc.
  • Utilize diferentes formas de coletar dados – observação, questionários, entrevistas…dependendo do esforço empregado, maneira criativas e inovadoras de coleta de informações deverão ser postas em prática.
  • Acompanhe as avaliações e veja se algo pode ser feito para aumentar a eficácia do esforço.

O planejamento escolar eficaz demanda pensamento estratégico e otimização dos recursos disponíveis (profissionais, dinheiro, tempo etc). A implementação de programas é uma tarefa complexa, mas o esforço vale a pena quando se colhe os resultados positivos e a escola se torna um ambiente ainda melhor para o aprendizado. As dicas acima, testadas por profissionais experientes no ramo educacional, podem lhe inspirar a planejar, executar e avaliar melhor os programas de sua escola, em busca de um local de trabalho cada vez mais adequado à boa educação de seus alunos.


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