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Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL): estimulando as competências do século 21

Conheça a Aprendizagem baseado em problemas (PBL), uma maneira de ensinar que une criatividade a dos alunos à expertise dos professores para desenvolver as competências do século 21 (e que tem tudo a ver com tecnologia!).

COMO A ESCOLA PODE AJUDAR A FORMAR VERDADEIROS CIDADÃOS DO SÉCULO 21?

O século 21 apresenta inúmeros desafios, das mais variadas origens. São sérias questões econômicas, ecológicas, religiosas, éticas e científicas – para listar apenas algumas – cujos desdobramento envolvem toda a sociedade.

Na chamada Era da Informação, pode ser uma tarefa das mais complexas filtrar o conhecimento existente, organizar dados de uma maneira coerente e, assim, propor soluções para nossos desafios.

Neste cenário, o papel da escola tem sido muito discutido. Como formar verdadeiros cidadãos do século 21? Quais são as técnicas e as habilidades que os estudantes devem desenvolver durante seu percurso educacional a fim de navegar com segurança nos mares tempestuosos do futuro?

É para responder a estas e a outras perguntas, e também para fornecer um guia de como orientar os alunos rumo a novas possibilidades de aprimoramento de currículo, que muitas escolas e educadores têm adotado o chamado Aprendizado Baseado em Problemas (ABP) na sala de aula.

TRAZENDO PROBLEMAS PARA A SALA DE AULA

Para o ABP, a escola é vista como uma ponte entre os estudantes e seu futuro, construída sobre sólidos ‘tijolos’ de criatividade, habilidades de resolução de problemas, pensamento crítico e um quê de autodidatismo.

AS MOTIVAÇÕES POR TRÁS DA ABP

Fornecer orientações para que os professores ajudem os alunos a…

  • Estimularem seus diferentes estilos de aprendizagem
  • Resolver problemas do mundo real
  • Evitar usar a tecnologia no modo ‘passivo’, sendo, ao contrário, atores ativos tanto no uso quanto no desenvolvimento tecnológico
  • Desenvolver o pensamento crítico
  • “Aprender a aprender”, ou seja, aprimorar seus conhecimentos de maneira mais independente
  • Ter a criatividade e o conhecimento necessários para desenvolver novos produtos, novas tecnologias e soluções para os nossos problemas
  • Serem capazes de resolver os dilemas inerentes à maioria das profissões do novo século, em áreas cada vez mais mutáveis e que exigem atualização constante de conhecimento
professora liderando projeto criativo na escola

Como explica Alyse Kondrat, diretora editorial e científica da Pearson Education, a “Aprendizagem Baseada em Problemas fornece aos estudantes a oportunidade não apenas de explorar, mas também de realizar uma imersão completa em problemas do mundo real”.

“Qual poderia ser uma ponte melhor para os estudantes entrando na Universidade ou iniciando uma carreira (…) do que participar ativamente nos tipos de atividades e de comportamentos que definirão o seu futuro?”, argumenta Alyse.

É isso o que se pede de um cidadão do século 21, e muitas escolas têm se adaptado para tentar suprir esta pesada demanda pedagógica.

É preciso treinar e orientar os alunos com vigor para que eles atinjam os objetivos propostos pela ABP. Afinal, ninguém nasce com conceitos como ‘pensamento crítico’ inatos em nossos genes. Assim, o papel dos professores em sala de aula nunca foi tão importante. E, para eles, a tecnologia é um instrumento fundamental para garantir que seus objetivos se tornem uma realidade positiva na vida dos alunos.

ABP E TECNOLOGIA ANDANDO DE MÃOS DADAS

A metodologia do Aprendizado Baseado em Problemas demanda aulas com abordagens ativas e criativas de ensino. Isto é, os alunos colocam a ‘mão na massa’ na hora de pesquisar, discutir e propor soluções para os problemas apresentados em classe.

Planejar tais abordagens pode ser um processo demorado e complicado, já que envolve dezenas de alunos com graus de conhecimento e de engajamento variáveis. Para ajudar nessa questão, escolas têm recorrido à ajuda da tecnologia para facilitar o trabalho dos professores.

No ABP, o papel do professor é central para todo o processo. Muito mais do que um ‘repassador de conteúdo’, o professor atua como um mentor, um verdadeiro guia que orienta os alunos em sua jornada de aprendizado.

feiras cientificas na escola
Os projetos desenvolvidos junto com os professores podem ser apresentados no mundo ‘real’ e no ‘virtual’, aumentando o impacto da descoberta e estimulando a criatividade.

Plataformas digitais de ensino atuam como o suporte perfeito para esta metodologia. O Sílabe é um ótimo exemplo. Com ele você deixa suas aulas mais dinâmicas e ganha tempo nas tarefas braçais, como passar a matéria e aplicar atividades.

Assim, os alunos sentem-se estimulados pelas facetas modernas da tecnologia e pela riqueza de conteúdo, e os professores ganham tempo para trabalhar no que mais gostam: promover diálogos ricos e construtivos com os alunos, ajudando-os a construir o arcabouço teórico necessário à resolução dos problemas propostos em sala.

PANORAMA GERAL: A APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS

O termo Aprendizagem Baseada em Problemas é uma adaptação do original em inglês Problem Based Learning (PBL). Trata-se de uma abordagem baseada na apresentação de um problema – geralmente do ‘mundo real’ – e no estudo de soluções para ele.

Neste caminho, conhecimentos teóricos e práticos se misturam à multidisciplinaridade, ao raciocínio crítico, à independência nos estudos, ao apoio do professor como um guia por entre os meandros do problema e ao uso da tecnologia como ferramenta de auxílio ao aprender.

O PBL é tão bem aceito em escolas no mundo inteiro por ser visto como uma solução prática a um dos maiores problemas atuais das escolas: como garantir que seu currículo ajude a educar uma geração capacitada para lidar com os desafios do século 21.

Ao enfatizar a independência e o raciocínio crítico dos alunos, ao focar em questões ‘em aberto’ e ao permitir a aplicação de conteúdo e habilidades autênticas, o PBL é uma maneira inteligente de adotar, em sala de aula, técnicas práticas de resolução de problemas e que ajudam os alunos a adquirir conhecimento por conta própria.

ALGUNS PASSOS ESSENCIAIS DA APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS:

  • Apresentação de um problema em aberto, com estrutura desorganizada
  • Definição ou formulação do problema, isto é, organizá-lo formalmente em uma estrutura
  • Criação de um “repositório de conhecimento” – isto é, uma lista ‘do que já sabemos sobre o problema’ e ‘o que precisamos descobrir’
  • Geração de possíveis soluções
  • Formulação dos desafios das soluções, para o auto-aprendizado e o aprendizado guiado
  • Compartilhamento, com a classe, das descobertas e das soluções propostas
próteses de mãos para as crianças
Nos Estados Unidos, uma escola começou a utilizar impressoras 3D para ensinar aos alunos como desenvolver mãos robóticas, ajudando assim crianças que nasceram sem os membros superiores – um ótimo exemplo da união entre aprendizagem, resolução de problemas e soluções práticas para problemas reais.

Não são só os professores que aprovam o PBL. É fácil compreender por que os alunos também ficam empolgados com esse tipo de abordagem. Por meio dela, o aprendizado ganha um viés ‘prático’, de ‘pé no chão’, ao lidar com problemas do mundo real.

A criatividade exigida na resolução dos problemas estimula-os a pensar diferente e a propor soluções inteligentes que terão orgulho de criar. Desenvolver soluções envolve discussões baseadas em evidências que são essenciais para criar o espírito crítico que a Era da Informação exige.

Apresentar suas ideias aos professores e à classe requer o uso de recursos tecnológicos (sejam apresentações, sejam vídeos, imagens ou resumos textuais – e tudo isso pode ser compartilhado no ambiente virtual da classe!) que desafiam sua criatividade, estimulam o espírito de ‘mão na massa’ e são excelentes treinamentos para o tipo de habilidade que será exigida deles em um futuro emprego.

Apresentar suas ideias aos professores e à classe requer o uso de recursos tecnológicos (sejam apresentações, sejam vídeos, imagens ou resumos textuais – e tudo isso pode ser compartilhado no ambiente virtual da classe!) que desafiam sua criatividade, estimulam o espírito de ‘mão na massa’ e são excelentes treinamentos para o tipo de habilidade que será exigida deles em um futuro emprego.

Tudo isso é reconhecido pelos alunos – mesmo implicitamente – como motivos valiosos para prezar esta abordagem.

A ABP foi criada tendo os cidadãos do futuro em mente. São alunos que já crescem com a tecnologia desde o berço, e necessitam do conhecimento para lidar com a realidade hiper-informativa que nos rodeia. Tendo em mãos as ferramentas tecnológicas certas, professores podem aproveitar tal abordagem na criação de aulas dinâmicas, empolgantes e pra lá de criativas, construindo junto aos estudantes a ponte para um futuro mais promissor.