Tecnologia na Educação: a sala de aula está mudando de cara!

Tecnologia na Educação: a sala de aula está mudando de cara!

Instituições de ensino adotam a tecnologia para mudar a forma como as aulas são apresentadas e o conteúdo, estudado. A maioria dos alunos e professores aprova.

 

Imagine uma sala de aula. O que lhe vem à cabeça – alunos sentados nas respectivas cadeiras, fazendo anotações em seus cadernos enquanto um professor, à frente de todos, ensina a lição no quadro negro? Esta cena retrata bem a escola como a conhecemos há várias décadas, porém trata-se de uma realidade que está mudando. E mudando a passos céleres.

Com os recentes avanços tecnológicos, é cada vez maior o número de instituições de ensino que adotam computadores, tablets, gamificação e inovam na forma de ensinar. Os resultados têm se mostrado promissores em centenas de escolas de diferentes países ao redor do mundo, fazendo com que esses métodos cheguem ao Brasil com a esperança de melhorar a aprendizagem dos nossos alunos.

Exemplos de sucesso no uso inovador da tecnologia na sala de aula não faltam. Acompanhe, a seguir, alguns exemplo nacionais e internacionais deste fenômeno.

 

A SCHOOL OF ONE

Tecnologia para individualizar o ensino e conquistar maiores notas

school of one individualização do ensino

 

A School of One é exemplo poderoso de educação inovadora, utilizando as facilidades da tecnologia para ajudar no processo de individualização do ensino.

A escola, localizada em Nova York, é uma iniciativa do Departamento de Educação da cidade e foca no ensino de Matemática para alunos dos níveis básicos. Antes de iniciar o curso, as crianças são divididas em pequenos grupos, baseados em suas habilidades prévias. A partir daí, participam de três tipos de atividades distintas: aula expositiva tradicional, atividades concentradas de grupo e estudos online.

Os alunos têm acesso constante a computadores, por meio dos quais realizam exercícios, estudam e fazem testes. Os professores, por sua vez, recebem relatórios diários da performance de cada aluno em cada tipo de exercício. Dessa maneira, eles podem ajudar os estudantes a resolver suas dificuldades, de acordo com problemas apontados pelo software. Além disso, os professores permitem que os alunos passem a níveis mais avançados apenas quando suas habilidades na fase anterior foram consolidadas. A experiência é altamente individualizada.

sala de aula da school of one em nova iorque

Sala de aula real utilizando o sistema da School of One, em Nova Iorque.

 

Prova da eficácia desse novo método veio com um estudo realizado pela Columbia Teachers College, que avaliou, entre os anos de 2012 e 2013, cerca de 2.200 estudantes em sete escolas como a School of One. Em um teste de matemática, os alunos dessas escolas apresentaram, em média, notas 20% melhores em comparação aos demais. O resultado se torna ainda mais interessante quando levamos em consideração o fato de que tais escolas atendem, em sua grande maioria, estudantes de baixa-renda que iniciaram o ano letivo com um desempenho bastante inferior à média nacional dos Estados Unidos.

“O maior benefício da School of One é que se trata de um programa realmente individualizado, no qual os estudantes experimentam diferentes formas de aprendizado”, afirma um dos administradores da escola. Sem a ajuda da tecnologia, não seria possível dedicar tanto tempo a cada aluno e garantir, concomitantemente, a qualidade do ensino.

 

TECNOLOGIA TAMBÉM PARA APRENDER SOZINHO

 

Quando o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, coloca mais de dois milhões de dólares em um projeto, é para se ficar de olho. A mais recente investida do bilionário foi na startup Volley, que produz um aplicativo voltado justamente para a individualização do ensino.

O programa, que ainda está em fase experimental, pretende tornar os estudos tão fáceis (e divertidos) quanto tirar uma selfie. Durante os estudos, ao se deparar com uma página de livro-texto com passagens difíceis, basta ao aluno tirar uma foto do texto com o Volley. O app usa inteligência artificial para “ler” o conteúdo da página, determinar o tópico em questão e oferecer links para textos e vídeos que ajudam a compreender melhor a lição.

Segundo o fundo de investimentos do fundador do Facebook, “o que nos estimula é como poderemos capacitar os estudantes a definir uma rotina de estudos e a dirigir sua própria aprendizagem”.

 

TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Colégios particulares e públicos entram na onda da virtualização do ensino

escola na rocinha utiliza tablets na sala de aula

 

Inspiradas pela ideia de unir tecnologia e educação, escolas brasileiras também adotaram metodologias inovadoras para tentar melhorar o ensino. Uma delas é a Escola Municipal André Urani. Localizada na comunidade da Rocinha, uma das mais humildes do Rio de Janeiro, a escola pública não lembra em nada uma escola tradicional.

Em vez de cadeiras enfileiradas, a escola optou por mesas distribuídas pela sala, onde os alunos podem sentar em grupos para estudar. Os tradicionais quadros negros de giz foram substituídas por modernas lousas inteligentes. E os cadernos, lápis e canetas deram lugar a notebooks.

O modelo de ensino foi implementado em 2013 como parte do projeto Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais (Gente), uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, o Ministério da Educação e a iniciativa privada.

 

E COMO FICA O PAPEL DO PROFESSOR?

 

Com o novo sistema, profissionais da educação podem se perguntar: qual o papel do professor neste novo mundo da tecnologia?

Os professores do colégio carioca André Urani continuam desempenhando uma função fundamental. Acompanhando o desempenho dos alunos, tirando dúvidas e guiando-os pelos sites da internet, eles atuam como mentores e elogiam o sistema tecnológico.

“Em uma aula de Ciências, a gente fala de uma doença e as crianças procuram na Internet. Facilita muito. Antes ficávamos presos ao que víamos na apostila, mas agora eles mesmos podem procurar no Google sobre o que a gente está falando”, disse a professora Márcia em entrevista ao site do Gente.

Os professores do André Urani explicam de forma clara o que inúmeros educadores e analistas educacionais confirmam: a tecnologia chegou para auxiliar o professor a produzir e conduzir uma aula mais rica, porém sempre como coadjuvante. O elemento humano ainda é muito necessário a fim de guiar os alunos pelos rumos certos da educação.

 

 

TABLETS – OS NOVOS AUXILIARES DA EDUCAÇÃO

ferramentas online para ajudar os professores

 

A Escola Municipal André Urani não é a única brasileira a adotar a tecnologia no processo de ensino-aprendizagem.

Entre as diversas escolas particulares que estão apostando na tecnologia, destaca-se o tradicional Colégio Dante Alighieri, de São Paulo. Desde 2002, a instituição tem uma relação próxima com a tecnologia. Nesse ano, foram adotadas as lousas inteligentes. Desde então, a escola implementou também redes wi-fi, notebooks e, nos últimos anos, todos os alunos do Ensino Médio fazem uso diário de tablets.

“Ferramentas como os tablets são direcionadas para o mercado, mas precisamos questionar e buscar formas adequadas de adaptá-las e inseri-las na escola”, explicou Valdenice Minatel, coordenadora-geral de Tecnologia da escola.

Estamos formando alunos para a vida, que é repleta dessas tecnologias, então é fundamental oferecermos esse tipo de preparo, que pode até ser decisivo na carreira profissional deles”, complementa Valdenice.

 

Em 2015, na cidade de São Caetano do Sul, do ABC paulista, todas as escolas municipais também empregaram o uso do tablet para alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental. No total, foram mais de 6.300 tablets distribuídos pela rede de ensino do município. Além deles, as escolas estão recebendo também a infraestrutura necessária para o funcionamento e a manutenção dos equipamentos.

escola em itanhaem usa tablets e tecnologia na sala de aula

Alunos dos colégios municipais de Itanhaém, no litoral de São Paulo, também receberam tablets para acompanhar as aulas.

 

No mês de fevereiro de 2015, a cidade paulistana foi apontada como a melhor cidade do Brasil em Acesso Digital ao Conhecimento, prêmio concedido pela revista ISTOÉ e pela agência de classificação Austin Rating.

“Todas as nossas escolas estão equipadas com lousas digitais e os alunos utilizam tablets e notebooks como ferramenta de auxílio ao aprendizado”, disse Ivone Braido Voltarelli, secretária municipal de Educação de São Caetano. “A tecnologia não substitui os professores, mas os ajuda na tarefa de levar conhecimento aos jovens”.

 

Ao observar esses exemplos, é possível notar como as novidades tecnológicas estão sendo empregadas em escolas para auxiliar e enriquecer o processo de ensino-aprendizagem. Ainda mais importante do que a tecnologia, entretanto, são os métodos inovadores que se tornam possíveis graças ao uso de equipamentos cada vez mais modernos. Se feita corretamente, a união entre tecnologia e metodologia poderá representar o futuro da educação – mais individualizada, interativa e melhor para alunos e professores.

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  • David Nunes Pereira

    Eu gostei muito da ideia de tecnologia nas escolas, mas não ficou muito claro se é algo pago e gratuito para para testar ou gratuito mesmo.
    Eu gostaria de participar de uma vídeo conferência para falar sobre isso e expor as minhas ideias e eu gostaria de ver alguns vídeos de exemplos de uma escola usando o sistema.
    Eu gostaria de saber mais a respeito disso e do Google Sala de Aula, que não atingiu o Brasil como eu esperava.
    Seria uma boa ideia se neste site houvesse um cadastro para participar de uma vídeo conferência mensalmente pelo menos mostrando que alguém está de fato preocupado com a questão.
    Eu gostaria que alguém me respondesse alguma coisa.

  • andre tiba

    professor, use a tecnologia ao seu favor. Conheça o Gradepen, um sistema de elaboração e correçã automático de provas pelo smartphone. Acesse http://www.gradepen.com e confira!